Livro da semana: "Morro bem, salvem a pátria!"

Morro Bem, Salvem a Pátria!/ José Jorge Letria
O retrato de Sidónio Pais, um presidente populista amado pelas mulheres e celebrado por Fernando Pessoa.
Edição/reimpressão: 2010
Editor: Oficina do Livro
Sinopse
Assassinado à queima-roupa na estação do Rossio, em Lisboa, Sidónio Pais é, sem sombra de dúvida, uma das figuras mais controversas e enigmáticas da História de Portugal. A acção deste livro centra-se no dia da sua morte, recuando aos tempos que precederam o homicídio de Sidónio e prolongando-se até depois do seu desaparecimento. Mais do que uma reconstituição histórica, trata-se de um texto ficcional, intenso e dramático, no qual, para falar de Sidónio Pais, são convocadas muitas vozes «de Fernando Pessoa a Álvaro de Campos, passando pelo Repórter X» que tentam perceber quem foi o homem, o que sonhou, o que desejou para Portugal, e como o presidente da «República Nova» via o mundo, de que se despediu aos 46 anos. Presidente populista com uma visão autoritária e fortemente personalizada da função máxima do Estado, Sidónio entrou no imaginário popular: para uns, como salvador da pátria; para outros, como um impenitente mulherengo; para outros, ainda, como o Presidente-Rei», nas palavras de Pessoa. Assim ganhou a dimensão de mito após a sua morte. Um mito que perdurou e que é resgatado em Morro Bem, Salvem a Pátria!. Registadas para sempre por um jornalista inspirado, terão sido essas as últimas palavras de Sidónio?

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