16.5.13

Livro da semana: "Também há finais felizes" de Fernanda Serrana


Também Há Finais Felizes
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 248
Editor: Oficina do Livro

Sinopse
No dia do nascimento da sua segunda criança, por mero acaso, Fernanda Serrano tocou no peito e sentiu um caroço. O obstetra garantiu que não era nada. Mas era um cancro, como mais tarde se concluiu - e muito agressivo. 

Quando soube da notícia, o sorriso mais bonito de Portugal desvaneceu-se. Mas nem o medo da morte o fizeram desaparecer. Depois de muita luta, a actriz conseguiu ultrapassar a doença, voltar à normalidade e preparar o regresso aos palcos e à televisão. Sentia-se a renascer. 

Só que, três meses depois, tudo desabou outra vez. A única coisa que os médicos lhe tinham proibido aconteceu: na sequência de um conjunto de circunstâncias insólitas, Fernanda engravidou e voltou, assim, a ficar numa situação dramática. A gravidez podia custar-lhe a vida e teria de ser interrompida, disseram-lhe os oncologistas - era ela ou a filha. O sofrimento da actriz tornou-se, então, dilacerante. Mas a filha veio ao mundo, forte e saudável, e Fernanda sobreviveu, mais lutadora do que nunca - e ainda mais grata por estar viva. Contada pela primeira vez, esta é a história da fase mais tenebrosa na vida da actriz portuguesa. Uma história de dor e angústia, coragem e resiliência - com um final feliz.
Dia 21 de maio na feira do livro de Celorico de Basto

9.5.13

Livro da semana: "O ano sabático" de João Tordo


O Ano Sabático de João Tordo
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 206
Editor: Dom Quixote

Sinopse
Depois de treze anos de vida desregrada no Québec, Hugo, um contrabaixista de jazz, decide tirar um «ano sabático» e regressar a Lisboa, onde espera reencontrar o equilíbrio junto da família. Porém, logo numa das primeiras noites, assiste ao concerto de Luís Stockman - um pianista que se tornou recentemente famoso -, e a almejada paz transforma-se no pior dos pesadelos: Stockman toca um tema inédito que Hugo conhece bem demais, pois é o mesmo que vem escrevendo há anos na sua cabeça…

Quando o começam a confundir na rua com o pianista - e a própria mãe lança a dúvida sobre a sua identidade -, Hugo encetará uma busca obsessiva da verdade e do seu duplo, entrando num labirinto de memórias e contradições que o conduzirá a um destino muito mais funesto do que imaginara ao deixar Montreal. É nessa mesma cidade que Stockman desaparecerá, curiosamente, mais tarde, segundo nos conta o seu melhor amigo - o narrador deste romance - a quem cabe agora desmontar os acontecimentos, destrinçar fantasia e realidade e enfrentar as assustadoras e macabras coincidências que unem, como num espelho, a vida dos dois músicos.

8.5.13

Novidades infanto-juvenis

Poesia sim...

A Minha HoraQue horas são? O meu relógio está parado, 
Há quanto tempo!... 
Que pena o meu relógio estar parado 
E eu não poder marcar esta hora extraordinária! 
Hora em que o sonho ascende, lento, muito lento, 
Hora som de violino a expirar... Hora vária, 
Hora sombra alongada de convento... 

Hora feita de nostalgia 
Dos degredados... 
Hora dos abandonados 
E dos que o tédio abate sem cessar... 
Hora dos que nunca tiveram alegria, 
Hora dos que cismam noite e dia, 
Hora dos que morrem sem amar... 

Hora em que os doentes de corpo e alma, 
Pedem ao Senhor para os sarar... 
Hora de febre e de calma, 
Hora em que morre o sol e nasce o luar... 
Hora em que os pinheiros pela encosta acima, 
São monges a rezar... 

Hora irmã da caridade 
Que dá remédio aos que o não têm... 
Hora saudade... 
Hora dos Pedro Sem... 
Hora dos que choram por não ter vivido, 
Hora dos que vivem a chorar alguém... 

Hora dos que têm um sonho águia mas... ai! 
Águia sem asas para voar... 
Hora dos que não têm mãe nem pai 
E dos que não têm um berço p'ra embalar... 
Hora dos que passam por este mundo, 
De olhos fechados, a sonhar... 

Hora de sonhos... A minha hora 
- 'Stertor's de sol, vagidos de luar - 
Mas... ai! a lua lá vem agora... 
- Senhora lua, minha senhora, 
Mais um minuto para a minha hora, 
Mais um minuto para sonhar... 

Saúl Dias, in "Dispersos (Primeiros Poemas)"

2.5.13

Livro da semana: Mafalda de Saboia"


Mafalda de Saboia
A rainha que partilhou o destino de Afonso Henriques e de Portugal
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 216
Editor: A Esfera dos Livros

Sinopse
Quando a sua amiga D. Teresa lhe contou, entre lágrimas, o terrível segredo que guardava há anos no peito, D. Mafalda de Saboia sabia que morreria sem nunca poder contar a verdade sobre o seu marido Afonso Henriques. A legitimidade e consolidação do reino de Portugal, perante a Santa Sé e o mundo, razões pela qual fora escolhida para partilhar o destino com o primeiro rei deste reino distante, dependia de si e do seu silêncio. Mafalda de Mouriana, filha do conde Amadeu III de Saboia, chega a Portugal, em 1146, aos 20 anos para casar com Afonso I, que aos 37 anos, ganhara uma áurea de conquistador, graças às duras batalhas que ia vencendo contra os infiéis. Mafalda não encontrou em Portugal a felicidade desejada. Procura na ajuda aos mais necessitados, o amor que não encontra nos braços violentos de Afonso, com quem mantém uma relação distante e conflituosa. Entre guerras e conquistas, o marido preferia cair nos braços da amante Châmoa Gomes. De si, sua legítima esposa, procurava apenas a garantia da continuidade da dinastia que iniciara. Tarefa que Mafalda cumpriu com honra até à data da sua morte, em 1157. Foi mãe de sete filhos e sentou no trono Sancho I. Portugal era agora um reino independente reconhecido pela Santa Sé. Morreu sem nunca revelar o segredo que poderia ter mudado a história do país para sempre…