Os Joelhos do Meu Pai de António Jacinto Pascoal Edição ou reimpressão: 11-2018 Editor: Edições Colibri Páginas: 204 SINOPSE Quando descobri que contar histórias era falsear factos, confundir situações, evocar memórias falsas, percebi que apenas o que se escreve despojado de pose é genuíno: nunca me interessei por livros extensos, mas por livros bem escritos. No entanto, só recentemente entendi que livros bem escritos são insuficientes e que livros genuínos são bem melhores. Percebi igualmente que a diferença entre boa literatura e literatura genuína é esta: o que é genuíno engloba não só a qualidade, a realidade, a veracidade e a ficção, como, e principalmente, aquilo que, assumidamente falso, entendemos como outra verdade. O que é genuíno prescinde do realismo e da veracidade dos factos: o que é genuíno transcende tudo isso, e torna verdade aquilo que é ficção e mistificação, torna verdade aquilo em que se acredita. E ser-se genuíno,...