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Boletim Informativo Julho/Agosto 2013... férias na biblioteca

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Poesia sim...

O Andaime O tempo que eu hei sonhado  Quantos anos foi de vida!  Ah, quanto do meu passado  Foi só a vida mentida  De um futuro imaginado!  Aqui à beira do rio  Sossego sem ter razão.  Este seu correr vazio  Figura, anônimo e frio,  A vida vivida em vão.  A ‘sp’rança que pouco alcança!  Que desejo vale o ensejo?  E uma bola de criança  Sobre mais que minha ‘s’prança,  Rola mais que o meu desejo.  Ondas do rio, tão leves  Que não sois ondas sequer,  Horas, dias, anos, breves  Passam — verduras ou neves  Que o mesmo sol faz morrer.  Gastei tudo que não tinha.  Sou mais velho do que sou.  A ilusão, que me mantinha,  Só no palco era rainha:  Despiu-se, e o reino acabou.  Leve som das águas lentas,  Gulosas da margem ida,  Que lembranças sonolentas  De esperanças nevoentas!  Que sonhos o sonho e a vida!  Que fiz de mim? Encontrei-me  Quand...

Livro da semana: "Morte com vista para o mar"

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Morte com Vista para o Mar de  Pedro Garcia Rosado Edição/reimpressão:  2013 Páginas:  320 Editor:  TopSeller Nas traseiras de uma moradia isolada nas Caldas da Rainha, um professor de Direito reformado aparece morto à machadada na casa onde vivia sozinho. Patrícia, inspetora-coordenadora da PJ, pede ajuda ao seu ex-marido Gabriel Ponte, antigo inspector da Polícia Judiciária, que assim regressa ao mundo da investigação criminal. Meses antes, o professor tinha contactado Patrícia, sua antiga aluna e amante, para denunciar a existência de um esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro em torno do projeto de um empreendimento turístico gigantesco nas falésias da costa atlântica. As primeiras provas apontam para que este homicídio seja resultado de um  affair  com uma mulher casada, mas poderá o professor ter sido assassinado por saber demais? Críticas de imprensa «Fazem falta em Portugal policiais do estilo dos criados por Pedro Garcia R...

Poesia sim...

Esperança Tantas formas revestes, e nenhuma  Me satisfaz!  Vens às vezes no amor, e quase te acredito.  Mas todo o amor é um grito  Desesperado  Que apenas ouve o eco...  Peco  Por absurdo humano:  Quero não sei que cálice profano  Cheio de um vinho herético e sagrado.     Miguel Torga, in 'Penas do Purgatório'

Livro da semana: "Deixa-me entrar na tua vida"

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Deixa-me Entrar na tua Vida de  Margarida Fonseca Santos Edição/reimpressão:  2012 Páginas:  212 Editor:  Clube do Autor Sinopse Este é um livro sobre a inquietude da realidade, a dor da perda e a coragem para perseguir os sonhos. Duas mulheres vivem separadas por uma parede, mas unidas pelo sentimento de perda, pelos laços familiares e por um hall comum. Luísa não quer perder alguém que se destrói, dia após dia, através do álcool. Alda atravessa a vida envolta numa perda da qual não se consegue libertar, que não quer perder, talvez. Duarte acompanha-as, de fora mas querendo entrar, observando sem poder agir, espartilhado, também ele, naquilo que pode vir a perder. Esta é a história de três pessoas, três vidas entrelaçadas, três formas de lidar com a vida, os desgostos e os desafios.

Poesia sim...

Portugal O teu destino é nunca haver chegada  O teu destino é outra índia e outro mar  E a nova nau lusíada apontada  A um país que só há no verbo achar  Manuel Alegre, in "Chegar Aqui"

Poesia sim...

O Cavaleiro Talvez o espere ainda a Incomeçada  aquela que louvámos uma noite  quando o abril rompeu em nossas veias.  Talvez o espere a avó o pai amigos  e a mãe que disfarça às vezes uma lágrima.  Talvez o próprio povo o espere ainda  quando subitamente fica melancólico  propenso a acreditar em coisas misteriosas.  Algures dentro de nós ele cavalga  algures dentro de nós  entre mortos e mortos.  É talvez um impulso quando chega maio  ou as primeiras aves partem em setembro.  Cargas e cargas de cavalaria.  E cercos. Conquistas. Naufrágios naufrágios.  Quem sabe porquê. Quem sabe porquê.  Entre mortos e mortos  algures dentro de nós.  Quem pode retê-lo?  Quem sabe a causa que sem cessar peleja?  E cavalga cavalga.  Sei apenas que às vezes estremecemos:  é quando irrompe de repente à flor do ser  e nos deixa nas mãos  uma espada e uma rosa.  Manuel Alegre, in "Atlâ...