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Livro da semana: "A casa do sonho pagão"

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A Casa do Sonho Pagão de  João Pedro Duarte A obra de estreia de um autor carregado de talento! Edição/reimpressão:  2009 Páginas:  256 Editor:  Esfera do Caos Coleção:  Esfera Contemporânea Sinopse Inquietante! Provocador! Surpreendente! E tudo isto numa bandeja de choro e riso, pois se para alguém a Pátria é a Língua, neste livro a Pátria é o Amor. Uma história de amor e traição de inspiração gótica, passada em Lisboa, numa Casa que reúne um grupo de jovens com muitas cicatrizes da vida. Vagabundos que procuram afectos nos labirintos da sociedade contemporânea, e encontram os seus valores no paganismo, música, dança, sexo, droga e artes circenses. Paira sobre eles o Corvo de uma fábula infantil, o herói corajoso que não desiste de lutar pelo seu Sonho. Uma conspiração vai alterar o curso dos acontecimentos. No combate entre a inocência e a violência, qual será o destino da Casa do Sonho Pagão?

Poesia sim...

O Livro Fechado Quebrada a vara, fechei o livro  e não será por incúria ou descuido  que algumas páginas se reabram  e os mesmos fantasmas me visitem.  Fechei o livro, Senhor, fechei-o,  mas os mortos e a sua memória,  os vivos e sua presença podem mais  que o álcool de todos os esquecimentos.  Abjurado, recusei-o e cumpro,  na gangrena do corpo que me coube,  em lugar que lhe não compete,  o dia a dia de um destino tolerado.  Na raça de estranhos em que mudei,  é entre estranhos da mesma raça  que, dissimulado e obediente, o sofro.  Aventureiro, ou não, servidor apenas  de qualquer missão remota ao sol poente,  em amanuense me tornei do horizonte  severo e restrito que me não pertence,  lavrador vergado sobre solo alheio  onde não cai, nem vinga, desmobilizada,  a sombra elíptica do guerreiro.  Fechei o livro, calei todas as vozes,  contas de longe cobradas em nada.  ...

Dia Mundial do Livro

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Livro da semana: "Deixem falar as pedras"

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Deixem Falar as Pedras  de   David Machado Um romance fascinante sobre a transmissão das memórias de geração em geração. Edição/reimpressão:  2011 Páginas:  336 Editor:  Dom Quixote Sinopse No dia em que se ia casar, Nicolau Manuel foi levado pela Guarda para um interrogatório e já não voltou. Viveu, assim, quase toda a vida na urgência de contar a verdade a Graça dos Penedo, a noiva que mais tarde lhe seria arrebatada pelo alfaiate que lhe fizera o fato do casamento. Porém, sempre que se abria uma possibilidade, uma ameaça desviava-o dramaticamente do seu destino - e agora, meio século volvido, está velho de mais para querer mudar as coisas, gastando os dias com telenovelas. De tanto ter ouvido ao avô a sua história rocambolesca, Valdemar - um rapaz violento e obeso apaixonado pela vizinha anoréctica - não desistiu, mesmo assim, de fazer justiça por ele. E, ao encontrar casualmente a notícia da morte do alfaiate, sabe que chegou a hora de ...

Poesia sim...

A um Livro No silêncio de cinzas do meu Ser  Agita-se uma sombra de cipreste,  Sombra roubada ao livro que ando a ler,  A esse livro de mágoas que me deste.  Estranho livro aquele que escreveste,  Artista da saudade e do sofrer!  Estranho livro aquele em que puseste  Tudo o que eu sinto, sem poder dizer!  Leio-o, e folheio, assim, toda a minh’alma!  O livro que me deste é meu, e salma  As orações que choro e rio e canto! ...  Poeta igual a mim, ai que me dera  Dizer o que tu dizes! ... Quem soubera  Velar a minha Dor desse teu manto! ...  Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"

Livro da semana: "A rocha branca"

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A Rocha Branca de Fernando Campos O ficcionista, cronista e investigador Fernando Campos regressa à cena literária. Edição/reimpressão: 2011 Páginas: 256 Editor: Alfaguara Portugal   Sinopse Na ilha de Lesbos, plantada no Mar Egeu, existiu uma poetisa que via no amor fonte inesgotável de inspiração para os poemas líricos que compunha. Esta é a história da poetisa mais famosa da antiguidade clássica: Safo de Lesbos. Encontramos Safo já viúva e com uma filha. Instigada pela fama de um certo jovem de beleza irresistível e sequiosa de viver novamente o amor, Safo enamora-se de Fáon, um velho barqueiro de Mitilene que as artes mágicas da deusa Afrodita transformaram no mais belo rapaz que alguma vez existiu. Dizem que o seu olhar é de luz mas a sua alma de gelo. O drama reside em que a alma ardente e jovem de Safo, presa no invólucro da velhice, ama o corpo jovem de Fáon, que encerra um espírito velho e desapaixonado. Mas Safo parece ignorar essa diferença e entrega-se...

Poesia sim...

O Esplendor E o esplendor dos mapas, caminho abstracto para a imaginação concreta,  Letras e riscos irregulares abrindo para a maravilha.  O que de sonho jaz nas encadernações vetustas,  Nas assinaturas complicadas (ou tão simples e esguias) dos velhos livros.  (Tinta remota e desbotada aqui presente para além da morte,  O que de negado à nossa vida quotidiana vem nas ilustrações,  O que certas gravuras de anúncios sem querer anunciam.  Tudo quanto sugere, ou exprime o que não exprime,  Tudo o que diz o que não diz,  E a alma sonha, diferente e distraída.  Ó enigma visível do tempo, o nada vivo em que estamos!  Álvaro de Campos, in "Poemas"   Heterónimo de Fernando Pessoa